sábado, 15 de junho de 2013

Uma semana de amor nas montanhas

Fui fazer uma viagem á trabalho e nessa viagem aconteceu algo, que me chamou á atenção e me fez pensar.
O destino da viagem era uma cidade nas montanhas que estava sediando um congresso sobre meio ambiente. A cidade é linda, com arquitetura de estilo dos Alpes Suíço, além da culinária de sabor europeia. Foi nesse lugar que uma participante do congresso viveu uma semana de amor tórrido. Clima frio, lugar aconchegante, ideal para  viver um amor. A moça da história é da área jurídica, especializada em legislação ambiental. A moça assim que entrou no hotel caiu de amores pelo garçom do bar do hotel. Bastava um tempo livre no congresso, lá estava a moça com seu olhar de apaixonada pelo moço das montanhas. Como á noite era livre a moça saia com sua paixão e no outro dia estava com olhar feliz. A cidade tem lindos bistrôs com música ao vivo, com fondue, vinhos, chocolates, em fim tudo que os românticos amam. Bastava olhar para os dois e ver a felicidades deles. Para mim nada demais, já que ambos eram livres, mas parece que para a moça tinha uma barreira enorme. No último dia ela estava triste e perguntei onde estava seu olhar feliz e ela me respondeu muito triste. "... encontrei pela primeira vez na vida uma pessoa perfeita em tudo, que me faria feliz, mas ele não tem um problema...". Diante dessa resposta procurei saber qual era o problema com o rapaz e ela me disse muito triste. "... ele é garçom, tem uma vida simples aqui nesta cidade, eu sou de outro nível social, vivo na capital, ambos são adaptados a uma vida diferente...". Eu que vejo o amor como algo  sem barreiras, sem discriminação de classe  social,  disse a ela - " O  que separa vocês é a diferença econômica e cultural..." 
Ela disse "exatamente isso, ele é prefeito, mas somos de mundo diferente". Diante desse pensamento da moça eu cheguei á conclusão que existe preconceito até para o amor. Nós vivemos numa sociedade preconceituosa, você vale pelo que tem não pelas suas qualidades. O preconceito só não existe quando não é com você ou com sua família, basta acontecer algo e logo vem a discriminação social imposta com principio de regra em qualquer que seja as circunstancias, até no amor. O congresso terminou, eu fiz o check-out dos participantes para voltarmos a vida  de rotina. A moça segurando sua bolsa disfarçava, mas as lágrimas que teimavam em descer, para piorar a situação o moço desce de um carro bem simples e vem despedir dela, também com um olhar triste, no fundo ambos sabiam que sua história havia terminado ali. Eu que já não sou mais jovem fiquei imaginando, quem sabe ali naquela bela cidade tinha ficado uma história de amor que poderia ter um final feliz, se não fosse a diferença social. Em pleno século XXI, ainda temos o preconceito fazendo sua história na vida das pessoas.