sexta-feira, 4 de março de 2011

Violência Doméstica

O dia Internacional da mulher está chegando, temos muitas conquistas, mas no que se refere à violência, não temos muito a comemorar. Os noticiários nos trazem relatos horríveis de violência contra mulheres em todas as regiões do país. Em cada 5 minutos, 10 mulheres são agredidas por companheiros,namorados, pais, sempre tem um homem como agressor. Essa estatística de violência é monstruosa, 80% das mulheres já foram agredidas, muitas perderam a vida de forma trágica. Uma coisa que me deixa horrorizada, são jovens que tem uma a vida pela frente, serem vitimas dessa violência, é muito triste você ver famílias chorando por filhas que tiveram a vida interrompidas por  um namorado ou companheiro. Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não pedem ajuda. É muito difícil para elas, por um fim na situação de violência em que vivem. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que "foi só daquela vez" ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. Infelizmente as mulheres ainda têm aquela ideia do "ruim com ele, pior sem ele". Elas pensam que ficando ao lado do agressor está protegendo seus filhos com uma vida melhor. Muitas vão a uma delegacia especializada, mas logo depois retira a queixa. Outras vezes, ela foge para uma casa-abrigo levando consigo as crianças por temer por suas vidas e, algum tempo depois, volta ao lar, para o convívio com o agressor. São situações que envolvem sentimentos, forças inconscientes, fragilidade emocional, traumas, desejos de construção e destruição, de vida e de morte. Os filhos que convivem com violência em casa, tendem a ser agressivos quando adulto,são crianças problemáticas,tem baixo rendimento escolar. A violência que os filhos presenciam dentro de casa nunca mais vai sair da lembrança deles, é uma recordação amarga que fará parte de suas vidas para sempre. As mulheres agredidas têm a saúde fragilizada, elas passam ter inúmeras doenças provenientes da violência em que passam, além da baixa estima emocional. Outra coisa que me deixou chocada, que muitas dessas mulheres, já sofreram agressão na infância, tem pouca escolaridade, não tem uma profissão e vivem em áreas carentes, muitas nem uma família tem para dar apoio, seja financeiro ou emocional.
A Lei Maria da Penha foi criada para punir esses criminosos que espancam mulheres, porém o índice de agressão ainda continua muito alto e precisa acabar. A única forma é denunciar os agressores, aquela antiga frase "em briga de marido e mulher ninguém meta a colher", tem que denunciar, só assim teremos menos violência nos lares, muitas mortes podem ser evitadas. Em pleno século XXI, ainda  temos esses índice alto de violência. Eu não acredito que quem ama, seja capaz de espancar e muitas vezes matar com estrema crueldade. As mulheres precisam amar primeiramente  a si mesma, não aceitando um agressor ao seu  lado, bateu uma vez, denuncia o miserável, por mas que ela sofra, terá uma vida tranquila longe do bandido.  Homem que bate em mulher é um covarde, queria ver ele bater em outro homem, na maioria das vezes são fracos, muitos tem problema com sua sexualidade e não assumem isso. Mulheres, diga não a violência em casa, denuncia, vamos acabar com esse índice de morta no país. Vamos por esses bandidos na cadeia para ser mulherzinha dos outro presos, pois eles são covardes.



8 comentários:

  1. Frida parabéns pelo blog, realmente nós mulheres pouco temos para comemorar. Até quando, vamos assistir mulheres sendo brutalmente assassinadas por maridos ou namorados. A única maneira de diminuir essa violência é denunciar esses covardes, seja vizinho, parentes. O que mais me chamou á atenção foi número dessa violência, é muita sendo espancada,isto é, quando não termina em mortas. Muito triste!

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  2. Eu trabalho em emergência no hospital, e atendo mulheres que chegam mutiladas por companheiros. A dor dessas mulheres é muito grande. Até quando vamos ler nos jornais mulheres sendo assassinadas por namorados, maridos????. Eu acredito que essa violência aumentou nos últimos anos, pois sempre chega mulheres muito machucadas no hospital em que trabalho. Essa violência é cultural, precisa ser mudada, a Lei Maria da Penha, veio para punir, mas ainda continua muito grande infelizmente. Como você falou, temos que denunciar seja quem for. Cada vez que um homem agressor for parar na cadeia ele vai pensar duas vezes antes de espancar uma mulher. Beijo e parabéns pelo tema

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  3. Eu tive uma prima assassinada pelo marido, e até hoje, nós choramos a morte dela. O agressor ficou menos de três anos preso, ta solto, provamente deve continuar espancando mulheres por ai. Adianta ter Lei?????

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  4. Essa violência contra a mulher é devasta para os filhos. A maioria das crianças também são agredidas juntamente com mãe. Trabalho em uma escola e vejo como são essas crianças. Muitos tornam violentos em adultos e cometem crimes hidiondos.

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  5. Chamar cobardes a esses animais é pouco. E o pior é que as crianças crescem no princípio do "monkey see, monkey do", perpetuando esse comportamento.

    Beijocas!

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  6. A violência doméstica é cultural, precisa ser mudado a maneira de educar os filhos. O menino pode tudo, tem que ser o mais forte, valente, já menina tem que ser submissa, educada. Por essa razão, que muitas mulheres acham normal ser espancadas pelos maridos, elas são submissa a todo tipo de violência. A Lei ajuda punir, mas é preciso mudar essa cultural dos homens, e isso começa em casa. Enquanto o homem for educado para ser o machão, vamos ter muitas mortes nos lares,continuaremos ter esse índice altíssimo de violência.

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  7. A violência seja qual for é inadmissível e contra mulheres, idosos e crianças é de covardia extrema.
    As mulheres, independente de classe social ou cultural, vem sofrendo agressões físicas e psicológicas, desde que o "mundo é mundo". Infelizmente o basta nunca chega!
    Eu sempre afirmo que o cara que bate em mulher não amou a própria mãe. E o pior é enrustido. Não se encontrou sexualmente ainda.

    Bjs.
    ______
    Lhe acompanho também e deixo o meu comentário.

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  8. Possuo um caso na família, onde apenas agora a situação foi levada às autoridades. Não houve agressão física, mas o terror psicológico, as ameaças, o medo enraizado na vítima, tornam essa tomada de decisão difícil. Principalmente se há crianças envolvidas. A lei proteje, é verdade, mas a lei é lenta. Até que uma medida preventiva seja determinada há muito tempo para o agressor tomar uma ação determinante, como um assassinato.

    Abraço

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